sábado, 5 de abril de 2014

MAIÊUTICA E A ARTE DO DEBATE







MAIÊUTICA OU A ARTE DO DEBATE



A Maiêutica é um método de debate imputado à Sócrates (Séc. V a.C), foi  inspirado na profissão de sua mãe, que era parteira. A Maiêutica Socrática tem como significado "Dar a luz”, no caso, um parto intelectual a procura da verdade que gesta no interior de cada um. O método consistia em colocar o interlocutor diante de suas contradições e pré-conceitos, através de perguntas com base em conceitos universais, refutando suas convicções até levá-lo a refletir sobre os erros de seus conceitos e a refletir sobre si mesmo e suas idéias e não mais as idéias da tradição,. Uma desconstrução, até que o interlocutor formulasse ele próprio seus próprios juízos. Sócrates entendia que as idéias, o esclarecimento, o conhecimento, vinham de dentro do intelecto do interlocutor e o debate era como  um parto destas idéias. ( leia mais no texto – O método Socrático).

O Debate é um gênero textual oral. Um dos mais avançados métodos didático-pedagógicos de ensino, por ser dos mais democráticos, participativos, exigir do aluno raciocínio lógico argumentativo, trabalhar a capacidade de atenção, interpretação, reflexão e expressão. Também desenvolve a capacidade de abstração e de identificar e relacionar conceitos e fatos, necessidade básica para o raciocínio lógico e crítico.


O debate aprimora o raciocínio dialético. Por trabalhar com os opostos, a contradição de idéias, exercitar o ouvir para entender, e o refletir para a formulação imediata de pensamentos e argumentos. O debate expõe no ato do diálogo, os raciocínios contraditórios, identifica falsas premissas e coloca o aluno diante de suas limitações, abrindo possibilidade para a autocrítica sobre suas “verdades”, preconceitos, e o melhor, exercita a capacidade de abstração e de se colocar no lugar do ponto de vista do outro. Também ajuda na quebra das inibições e timidez, e leva o aluno a se posicionar a partir do incomodo. Cria (dis)posição no aluno, tirando-o da zona de conforto da omissão ou da aceitação passiva, mas com respeito à opinião contrária.


O debate é um exercício de alteridade. Desenvolve no aluno o respeito pelas diferenças de idéias e opiniões. É um excelente modo de desfazer juízos equivocados sobre determinada pessoa ou tema. Mostra vários aspectos, lados de uma mesma questão. É um exercício de investigação que não termina no ato do diálogo, continua com ele em um diálogo mental a posteriori.


Por fim, no debate o aluno se sente protagonista de sua aprendizagem, sujeito ativo do saber. Ele participa e se vê no processo como alguém que pensa e expressa, ele ocupa um lugar no processo de ensino e aprendizagem.  Sem que o professor perca o protagonismo do ensino, pois este é o mediador do processo.


Por isso, o debate pode e deve ser uma prática pedagógica adotada por qualquer disciplina, independente da área (exatas, humanas, biológicas) e pode inclusive, ser interdisciplinar. É um engano pensar que o debate não se aplica a conteúdos como Matemáticos, Química, Artes ou mesmo Educação Física.


Na área das Ciências, principalmente Exatas, pode-se promover o debate a partir, por exemplo, da história de cada Ciência como a História da Matemática que é belíssima ou a discussão sobre a solução de um problema pela Ciência que se está ensinando, sobre a aplicação de técnicas deste saber em situações do cotidiano...


Todos estes exemplos põem o aluno e o professor, juntos, diante do problema do conhecimento. É aí que se dá a troca, pelo método dialogal do debate. Aí sim, o conhecimento adquirido, a evolução, dificuldades, problemas e soluções aparecem em uma relação de troca constante.


Por: Westerley Santos.


Material Produzido a partir de pesquisa na PUC E UFMG sobre metodologias didáticas avançadas para o ensino em sala de aula. 


Brasil é 38º em teste que mede competências de alunos





01/04/2014 11h35 - ATUALIZADA EM: 01/04/2014 11h38 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
    Brasil é 38º em teste que mede competências de alunos

Pela primeira vez, Pisa mediu a capacidade de estudantes de 15 anos de resolver problemas mais complexos de lógica e raciocínio.








Região Norte teve a pior média no Brasil.

O Brasil decepcionou mais uma vez no Pisa, avaliação internacional que mede competências de alunos em diferentes nações. A educação brasileira amargou o 38º lugar em uma lista de 44 países, de acordo com o resultado divulgado nesta terça-feira (1/04) pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Tradicionalmente voltado para Leitura, Matemática e Ciências, pela primeira vez o Pisa mediu a capacidade de estudantes de 15 anos em resolver problemas mais complexos de lógica e raciocínio. No topo do ranking ficaram países asiáticos como Cingapura, Coreia do Sul e Japão. Já entre os últimos colocados, estão Uruguai, Bulgária e Colômbia.

O resultado do Brasil, de 428 pontos, ficou abaixo da média da OCDE, que era de 500 pontos. O Pisa também mediu distorções regionais nas habilidades dos estudantes. Enquanto a Região Sudeste do País teve 447 pontos, o Nordeste registrou apenas 393. O Norte teve o pior índice entre os brasileiros, com 383 pontos, abaixo no ranking global apenas de algumas regiões dos Emirados Árabes Unidos.

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