segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Greve 2011 - Integração com a Sociedade Civil


Olá Beatriz.
Quero trazer uma leitura que talvez possa ajudar no movimento.
Avalio que o movimento está no seu "ponto médio" se consideramos o tempo médio histórico das greves da categoria. o que significa que as dificuldades individuais começarão agora, cortes de salários, suspensão de direitos etc... O que quero  dizer  é que o governo, sabendo disso, deve iniciar  estratégias para nos vencer pelo cansaço, usando contrainformações direcionadas aos pais e alunos na intenção de colocá-los contra nós e tornar o nosso movimento antipatizado pela sociedade. 
Acredito que o Sindicato está atento a isso mas mesmo assim  sugiro   algumas estratégias:
. Nacionalizar o movimento, unificando a luta com os demais Estados em greve e fazer pressão no congresso nacional.
. Fazer contatos e mais que isso, convidar sindicatos e instituições internacionais a apoiarem nossa luta com demonstrações públicas, comunicados na mídia e intervenções junto ao congresso nacional, governo estadual e central.
. Estabelecer uma comunicação com os pais e alunos via mídia, email, etc... no sentido de esclarecê-los sobre o movimento, combatendo a contrainformação do governo e comprovando  nossa situação, inclusive publicando contracheques.
 É preciso que o movimento tenha o apoio da sociedade e para isso o canal são os pais e alunos. Historicamente interagimos pouco com os pais e isso se percebe na comunicação e estratégias do Sindicato. Sugiro uma estratégia específica de comunicação sistemática e esclarecimento inclusive pela mídia, voltada para alunos e pais.
Entendo que, se conseguirmos o apoio deste segmento  alcançaremos o apoio social, justamente o que os governos mais temem.
Grato!
Prof. Westerley

Comunicado aos Professores




Pessoal, não podemos perder este momento!

O governo não tem saída, estamos amparados pela lei e pelos fatos da realidade. Nossa luta deve ser até a VITÓRIA. Não devemos aceitar outra situação. O que está em jogo não é só a questão salarial, que é importante sim, mas há outras coisas tão importantes quanto: nossa dignidade profissional, nosso prestígio social, nossa capacidade de luta e união. Por décadas os sucessivos Governos apostaram e jogaram com a nossa incapacidade de mobilização e luta. Por isso achincalharam nossos salários e precarizaram tanto nossa profissão, que muitos, de nós, ficam até envergonhados em ser Professor, quando deveríamos sentir orgulho desta que é uma das mais nobres profissões, base de toda sustentação de uma sociedade. Os descasos sucessivos dos governantes foram tão aviltantes nestas décadas que chegaram a transformar a docência em um "bico" ou em segundo emprego, uma "intera" para muitos, tão ridículo se tornou nosso salário e condições de trabalho. E agora o governo se diz muito preocupado com os alunos. Porque não demonstra esta preocupação durante o ano? Atendendo nossas demandas materiais para trabalharmos com o mínimo de condições? Porque não demonstra esta preocupação atendendo os professores naquilo que é fundamental ao nosso trabalho?
Já que quer nos oferecer subsídio, então subsidie o nosso acesso a cultura, às artes, à leitura, à cursos de Mestrado, qualificações, a novas metodologias pedagógicas, à equipamentos tecnológicos para nos auxiliar nas aulas e assim melhorarmos a qualidade do ensino.
Isso sim, seria subsídio.
Mas não, ao invés de dialogar o governo corta benefícios, quer nos impor um subsídio goela abaixo que na prática, tenta nos obrigar a abrir mão de nossas conquistas. E agora ameaça a contratar professores substitutos. Aos possíveis candidatos (se houver) quero fazer um alerta: NÃO ACEITEM! Pois além de estarem agindo contra seus próprios pares, estarão se tornando escravos de reserva, quebra-galhos, tapa-buracos do governo, papel indigno a um verdadeiro professor que dignifica a profissão.
Lutemos até a Vitória!


Prof. Westerley

Olavo de Carvalho

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Sergio Cortella

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